Pitacos e Caneladas - Um Blog para falar de Futebol Arte.
   
 
 

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A insuportável falsidade do ser.

Eu não gosto de Tiago Leifert. Acho seu humor forçado, idiota, um boboca na acepção da palavra. Até aí, tudo bem, opinião minha, mas ontem vi algo acontecer no Twitter comparável ao sistema de informações implantado por Hitler, Mussolini, Stálin e outros do mesmo quilate.

A Seleção Brasileira de Futebol, ou da CBF, ou da Globo, ou de Ricardo Teixeira jogou ontem. E agora ela não é mais tratada como isto apenas. Ela é um produto da Rede Globo. E como todo produto da Vênus Platinada ela deve gerar satisfação plena, ter o padrão Globo de qualidade. Acontece que não tem. Não tem porque o time em si tem jogadores que não são isso tudo, então o que a emissora faz num arroubo de desespero para salvar seu produto? Usa Mídias Sociais.

Explico. Mídias Sociais são um poderos mecanismo de mobilização e um canal de críticas do consumidor extremamente poderoso. Então, imaginem o seguinte, no Twitter são seguidas as críticas à Ricardo Teixeira, a roubalheira da Copa, Galvão Bueno e etc. Porém a copa de 2014 é da Globo. A Seleção é patrimônio da Globo. Alguém lá dentro deve ter pensado:”Como combater estes anti-patriotas, cegos que insistem em torcer contra nós? Já sei! Colocaremos nossos embaixadores no Twitter para propagar a emoção, afinal esporte é entretenimento e não informação”.

E assim, Glenda, Tiago e até William Bonner fizeram questão de expressar seus “sentimentos” de aflição e extrema emoção com o escrete Teixerífico. Eles estão tentando fazer este colchão de proteção, utilizando embaixadores no Twitter. Desculpem, não colou e não vai colar. Nós habitantes das redes sociais somos mais críticos do que a senhora, Dona Globo, pensa. Podemos sim torcer pela Seleção, mas somente quando ela merece e não porque seus  embaixadores querem nos fazer acreditar que ela é a pátria de chuteiras. Não é mais. Pelo menos para mim. E um aviso Mídia Social não é a TV Globinho, podemos responder já existem N exemplos disso. E seus anunciantes com certeza não gostariam de ver tanta massa crítica pressionando-os por causa das suas tentativas de manipulações de sentimentos.

Como toque final, hoje no Bom dia Brasil, uma reportagem em um bar de São Paulo com meia-dúzia de pessoas que procurava demonstrar a “emoção” dos torcedores com a seleção. Ainda bem que ela acabou rápido, e nos momentos em que esteve no ar foi me fez sentir vergonha pela repórter com aquela insuportável falsidade do ser. 

 



Escrito por Marcelo Coli às 09h09
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Manto ou pano de chão.

Sempre fui contra o Flamengo ter como fornecedor de material esportivo a Olympikus. Acho uma marca menor, de segunda linha de material esportivo, não existe um atleta de alto nível internacional que utilize os produtos. Não vejo ninguém que corra com um Olympikus Tube, acho todas as camisas da seleção de vôlei patéticas tanto femininas quanto masculinas.


Ou seja, não sou fã da marca o que me obrigou a fazer uma pequena pesquisa para fundamentar o que penso. Vamos lá.

Adidas e Nike investem milhões em pesquisas de material esportivo. ClimaCool e Dryfit ou sua geração posterior FitDry estão nas camisas de diversos times mundo afora.


Se você gosta de jogar futebol, como eu, sabe a diferença de jogar com uma camisa com tecnologia assim. É muito melhor. Você realmente sente que pagou por algo que foi pensado nos mínimos detalhes para você jogar melhor. O que obviamente não quer dizer que vá conseguir, mas tudo de melhor que estas fábricas podem fazer está à sua disposição.


Desde ano retrasado a Olympikus é fornecedora oficial do Flamengo. E já chegou sendo pé-quente sendo campeã e ajudando o clube em diversas ações de marketing, coisa que a famigerada Nike nunca fez. Aliás a Nike foi um desastre para o Flamengo, assim como a Petrobras e todos os seus anos de contrato de exclusividade em todas as camisas o que simplesmente inviabilizava os esportes olímpicos do Fla.


Mas desde o começo eu avisei que tudo que a Olympikus fizesse para o mais querido do Brasil, seria cafona e de qualidade duvidosa. Infelizmente acertei.

Querida e querido rubro-negro. Essa camisa do Flamengo é uma das piores coisas que já vi. O material parece ser de qualidade duvidosa como as que compramos na Uruguaiana e o pior, não existe palavra alguma da fornecedora explicando de onde veio essa tecnologia, o que é investido como é pesquisado etc e tal.

Fui às lojas fotografar o “manto” e comprovei minha tese. É ridículo. A percepção de material de segunda linha é brutal. E aí a torcida arco-íris pode chamar nosso pavilhão de pano de chão. E o preço? Experimente sentir a qualidade e veja se ela valhe o que pedem.
O que eu queria ouvir da OLK é explicações sobre o porque dessa camisa custar 159 Reais.
Porque Olympikus ? Que tal uma boa explicação para a nação?

E aliás, com o dinheiro que ganham com as camisas, vocês podem contratar designers melhores.

Um abraço.


Marcelo Coli.



Escrito por Marcelo Coli às 12h55
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O enigma.

Bem vindo caro leitor. O ano novo chegou e com ele a euforia rubro-negra. De uma hora para outra esquecemos que Patrícia Amorim jogou Zico para fora do Flamengo porque ela escancarou as portas do clube ao Milan ao trazer Ronaldinho Gaúcho.

E afinal de contas o que este jogador pode render? Não sei. Como disse Fernando Calazans, brilhantemente aliás, Ronaldinho foi o maior jogador que ele já viu jogar durante o menor espaço de tempo.

Em nome desse rapaz o Milan terá preferência em várias negociações da base do Flamengo, ou seja, Rafinha, Adryan e Negueba podem ir parar em Milanelo antes mesmo de jogarem no Maracanã.

Ah, mas nós temos Ronaldinho até 2014. E eu pergunto a vocês, e daí? Será que ele quer jogar? Só Deus sabe. Mas prefiro ele no meu time do que no Satanás de meias-cinzas, no bolinho de bacalhau ou no Tricoflor. Esperemos e oremos.



Escrito por Marcelo Coli às 23h04
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Os 1764 passos.

Senhora Patrícia Amorim, não a conheço pessoalmente, mas gostaria de dizer algo.

Todo dia eu ando 1764 passos do meu local de trabalho à minha casa, neste longo caminho tenho tempo para pensar sobre uma dor profunda que tenho pelo que a senhora realizou este ano no meu clube e o pior passo na frente do Fluminense.

Senhora Patrícia Amorim, sou Flamengo, porque tenho raça para sê-lo. Nascido em seio tricolor, tive caráter, honra e vontade para dizer que ali não era o meu lugar. Meu lugar é no meio da massa, do povo, ali bate meu coração e meu sangue em vermelho e negro.

Sim, eu sou Flamengo, sou tão Flamengo que dele exijo sempre a perfeição, a cada passe, a cada lance, a cada respiro, a cada contratação, a cada defesa. E exijo raça. E a senhora, este ano, nos tirou tudo, tudo e tudo.

Perdemos a Libertadores devido à sua ausência de comando e nossa ausência de um técnico. Depois, a senhora achincalhou o maior ídolo da história do Flamengo. O homem que me fez chorar de alegria inúmeras vezes, inclusive goleando o Fluminense, o pretenso novo campeão brasileiro algumas vezes.

 Aliás, Senhora Patrícia, lembro-me de um dia estar em casa ouvindo pelo rádio, o garotinho José Carlos Araújo e meus tios, todos tricolores estavam em casa. Eu, menino, após o almoço, resolvi escutar o jogo, liguei e saiu um gol do Fluminense, meu tio vaticinou:” Zico está bichado”. Não, não estava, e fez mais 2 gols. Era o Fla-Flu do retorno, o jogo foi 4x1 para nós . E Zico, com raça, mostrou que ainda era o mesmo.

 Mas, a senhora, assim como Márcio Nunes, quebrou Zico. O deixou sozinho em meio à uma defesa medíocre e violenta composta por um Capitão Léo, que de altivez e porte de capitão nunca os teve. Mas, senhora Patrícia, Zico voltará, como voltou antes. E será o craque que sempre foi. Porque ele tem raça.

E eu me pergunto, onde está a sua raça, senhora presidente?

Onde está a sua raça para dizer, meu Clube não é isso, ele é o HexaCampeão Brasileiro, ele é o clube de Zico, mas também de Rondinelli. De Leandro, mas também de Charles Guerreiro. De Bebeto, mas também de Nunes.

O Flamengo tem raça. E é por isso, que eu contei todos os passos da minha volta para casa senhora presidente. Com a raiva em meu coração, por ver nosso rival tricolor indo ao título. Em cada um dos passos eu me imaginei no Maracanã jogando pelo meu time contra eles. Se eu pudesse, tiraria a alma de meu corpo e faria dela mais um jogador. Porque a raça faz a diferença em nós. Nunca eles, ou nenhum dos outros co-irmãos saberá o que é isso. É nosso DNA, é o que nos faz levantar e lutar mais todo dia pela manhã.

E eu quero saber onde está a sua? Porque a senhora não mostra que vai lutar pelo clube com vontade, entrando para rachar capitães, sub-capitães, mini-comandantes e recrutas quaisquer que insitem em diminuir o Flamengo.

Entre na bola, senhora presidente, mas entre como nosso deus da raça entrava. Do contrário, o pedido de queremos raça nas arquibancadas ecoará também em seu gabinete. Quem sabe assim, meus 1764 passos possam também ser um caminho que faça eu me orgulhar mais uma vez de ser o que sou.

E eu sou Rondinelli, Charles, Manguito, Nunes, Andrade, Adílio, Zinho, Renato Gaúcho, Dida, Zico, Leônidas, Leandro, Mozer, Piá, Júnior, Nélio, Raul, Carlinhos e tantos outros. A senhora eu não sei o que é? No momento me parece ser um fantasma do passado.

Queremos Raça.



Escrito por Marcelo Coli às 11h04
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A paz, a esperança e o vigor. Unido e forte pelo esporte.

 

O Fluminense será o primeiro campeão brasileiro e carioca consagrado no subúrbio, no Engenho de Dentro. Chega a ser irônico que a torcida mais elitista do Brasil que se orgulha de seus vitrais, de ser a mais bela e aristocrática vá comemorar indo de trem.

 

Porém, acho isso um símbolo do Rio. Afinal, em momento tão delicado, o Fluminense é um time que possui Paz em seu hino. Pode ser mais emblemático? Não, acho que não.

O Fluminense no Engenhão é um símbolo que não somos Zona Sul, Zona Norte, Oeste ou Leste. Somos todos cariocas. Somos sim Vila do Cruzeiro e Complexo do Alemão e muito mais. E se o Flamengo no ano passado mostrou que todo aquela falácia de São Paulo estrutura, CT’s , estádio próprio poderia ser vencida, este ano o Fluminense será o campeão da união carioca.

 

Não conheço ninguém do Rio, que esteja realmente torcendo para o tricolor das Laranjeiras perder o título. Todos queremos que fique aqui, seja para manter a hegemonia carioca, seja para comemorar o novo Rio que renasce nos braços de uma de suas mais questionadas instituições: a polícia.

 

O Fluminense é a aristocracia envelhecida e cheia de retórica que finalmente encontrará o povo e a glória num subúrbio do Rio cercado pela torcida do seu maior rival, que sendo uma costela sua, não torce contra, reconhece o trabalho de um paulista radicado na Cidade Maravilhosa, que veio ensinar que é possível ganhar um título com trabalho sério. Sem Adrianos, Zé Botecos, Capitão Léo, Marcos Braz e tantos mais (apesar do Fred). E o Rio veio ensinar ao Muricy que ele pode ser mais simpático, que isso faz bem à alma. 

 

Muricy, seja bem vindo ao Rio de Janeiro. E Fluminense, seja bem vindo ao seio do povo do Rio de Janeiro. Enfim, desça do carro alegórico e sambe no chão, você merece e vai descobrir que é bom demais.

 

Agora, para isso, ainda precisa ganhar do Guarani. Só depende de você.

 



Escrito por Marcelo Coli às 11h41
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Iés, uí ken!

 

É isso mesmo, teacher Joel! "Nóis podi"! Yes, we can!

 

O campeonato está chegando na reta final. O Botafogo está ali, "no bolo", correndo por fora. Entre os 4 primeiros colocados, nossa tabela é a mais favorável. Pegaremos pela frente clubes que brigam para não cair, que teoricamente são times mais fracos, e a dupla Gre-Nal. O Inter estará com a cabeça no Mundial e o jogo contra o Grêmio, este sim será osso duro de roer. Aí virão os pessimistas dizendo "ah, mas os jogos contra os times da parte inferior da tabela são jogos perigosos, pois eles entram motivados pela briga contra o rebaixamento". E a nossa motivação para brigar pelo título, onde fica? Já é difícil adimitir uma derrota "na bola". Perder "na disposição" não passa pela minha cabeça. E o nosso teacher Joel deve concordar comigo.

 

O Botafogo tem um time forte, que conseguiu se reestruturar após perder jogadores fundamentais em várias posições. E vem se superando a cada dia. Nessas horas, o Botafogo cresce e acredito que podemos ser campeões. Matematicamente, é possível. No ano passado, aquele time lá da Gávea tinha a mesma diferença de pontos para o líder que temos agora, nesse mesmo momento do campeonato.

 

E temos Loco Abreu. Ele tem estrela. Ele tem raça. Contagia o time, a ponto de nos classificar, como ele mesmo disse, "um time que tem cojones". E tem. Esse time é diferente de todos os últimos times que tivemos desde 1995. Não é o melhor, mas ó o mais confiável. Esse time não "amarela". Ganhamos o Estadual assim. Ganharemos o Brasileiro. É o ano da vitória da estrela, a estrela solitária do Botafogo. O ano do 13, o 13 de Loco Abreu. Dá-lhe Fogão! E ponto final.

 

Rafael Sathler (@rafaribs)



Escrito por Marcelo Coli às 10h46
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Ai, Jesus!


Vocês amigos, sabem que sou Flamengo, mas sou uma pessoa razoável e amigo dos meus amigos (não, não faço parte do pessoal do ADA, foi só uma maneira de me expressar). Então, bela noite, recebo uma ligação de meu irmão vascaíno @mm_ventura reconhecido internacionalmente aqui e em Portugal como o Cutia. Com sua indefectível voz me fez o seguinte convite:


- Rôla, tá fazendo o quê?

- Tô indo pra casa porquê?

- Bora no jogo do Vasco?

Pausa dramática.

O medo se apossou do meu corpo. Eu como sujeito homem, flamenguista fiquei com um cagaço louco de alguém me reconhecer no Bolinhão de Bacalhau. Mas, como frequento a CADEG para comprar vinhos, outro enclave de Portugal no Brasil, achei que poderia passar numa boa como um torcedor do time de Eurico. Topei.


Ir à São Januário é uma experiência única. Pra começar você para o carro quase dentro do estádio, anda no máximo 100 metros pra entrar. E para comprar o ingresso para a numerada, você utiliza o câmbio lusitano. Ou seja, em vez de comprar na bilheteria, compra-se de um funcionário do Vasco, que pega o ingresso lá dentro e vende mais barato que na bilheteria, sensacional.


Entramos, e a primeira coisa que percebo é a magia de ter um estádio próprio. A sala de troféus estava aberta para visitação antes do jogo. Isso traz fantasia para as crianças que vão ao campo e também admiração aos mais velhos, achei bacana.


O estádio é cuidado como um botequim. Aparentemente tudo anda bem. É feio, velho, mas aqui e acolá aparecem problemas como a cobertura cheia de infiltrações. No chão temos os nomes de vários conselheiros que ajudaram o Clube de Regatas Pastéis de Belém a ser construído. Ou seja, você pisa em uma porção de vascaínos ao entrar. Essa parte adorei.


O jogo foi o de menos, até porque realizei meu sonho de infância: xingar o Roberto Carlos o mais que pudesse. Atazanei a vida dele, o que foi fácil até porque ele não corre mais.


Porém, ai porém,  o melhor da minha excursão turística ao inferno foi o intervalo. Saímos para comer algo e descobri o seguinte: o bar de São Januário é uma padaria. Isso mesmo, o bar do estádio é uma padaria. Se quiser uma média, sai. Um misto quente, sai. Uma vitamina de banana, sai. E ao lado existe um restaurante, onde ficam gritando: casaca, casaca... o tempo inteiro. Me diverti, ajudando os vascaínos a xingarem seus jogadores, não sei porque, acho que eu sempre gritava com mais força.


Mas, no fundo eu estava com um baita medo que minha bermuda rasgasse por causa da cadeira nojenta daquele lugar e revelasse minha cueca rubro-negra. Então passei o jogo todo em pé. E ao final, a zaga do Vasco fez uma lambança inenarrável e o senhor ao meu lado gritou: “Aiiiii, Jesus!!!“


E nessa hora tive uma crise de riso. O Vasco é mesmo um time de estereótipos, tanto, que até o bar temático do seu estádio é uma padaria(definição de @leojoao que riu muito quando contei toda esta história). Voltei pra casa numa boa e tomei um banho de sal grosso, nunca se sabe.



Escrito por Marcelo Coli às 00h06
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O dia em que fui Chauffeur do NIT.

 

 

Sou Rubro-Negro todos sabem, mas ontem em um ato enorme de benevolência resolvi acompanhar o NIT (Núcleo de Inteligência Tricolor, se é que isso pode existir, porque para mim, já é uma contradição no próprio nome) ao Engenhão.

Bom, vocês sabem, chegar ao estádio do time de Satanás de Meias-Cinzas não é fácil, principalmente às 19:30. Como o NIT foi criado a Leite e Pêra e Ovomaltine, jamais imaginaria em andar de trem. Com a fidalguia Rubro-negra que me caracteriza me ofereci para ser seu Chauffeur até o estádio. Sim Chauffeur afinal o NIT não tem motorista, tem Chauffeur.

 

Bom, pra começar, assistir jogo de outros times é muito divertido, você pode sacanear, berrar e xingar, sem ficar tenso. E o melhor, desenvolve seu olhar tático porque não há paixão envolvida. Ao entrarmos no Engenhão notei algo diferente, o chão escorregadio, estranho, era pó-de-arroz. Para um rubro-negro é sinal de boiolagem explícita, mas enfim.

 

Para me escoltar e ter uma terceira opinião levei também um dos quadros da poderosa torcida cruzmaltina meu irmão: Cutia. Então, estávamos lá, o NIT, eu e mais um vascaíno.

 

O time do Fluminense é muito bem acertado. Muricy, realmente é bom técnico, mas sofre de uma soberba impressionante. O Fluminense acha que a qualquer minuto vai golear o seu oponente, mesmo sem precisar fazer gol. É algo superior, não sei se vocês entendem, mas para eles ser tricolor é como fazer parte de uma sociedade secreta, como a Maçonaria, a Ordem dos Cavaleiros Templários ou a Associação Gay da Bahia.

 

Enfim, nada aconteceu no primeiro tempo, no segundo entrou ele. O homem, a lenda, o mito, o comedor: Fred. E fez o que estava fazendo nos últimos meses: nada. Mas o Fluminense, ah o Fluminense, que time, que torcida, que garbo, que salto-alto, tomou o primeiro gol depois da bola bater 2 vezes na trave. Depois o segundo. E depois o terceiro.

 

Porém o que mais me impressionou foi o comportamento da torcida. Parecia um teatro, todos balançando suas jóias em apoio ao time dos vitrais. E de repente nem eles mesmos se entediam e gritavam uns contra os outros, estranhamente pediram raça. Raça? Um tricolor pedindo raça é como pedir a uma vaca que resolva um problema matemático. É uma improbabilidade da natureza.

 

E assim, terminou o jogo. E eu suavemente conduzi o NIT para sua mansão, onde ele provavelmente afogou suas mágoas em uísque 32 anos. Imagino que na frente da sua lareira ele tenha pensado:  “Esse Fluminense só me traz dificuldades, assim como as ações da Petrobras.” É, a vida é dura para a torcida tricolor.

 



Escrito por Marcelo Coli às 11h13
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O Flamengo merece ser rebaixado.

 

Jamais me imaginei escrevendo algo assim, mas realmente o Clube de Regatas Flamengo merece ser rebaixado.

Uma sequencia histórica de dirigentes que só faziam tirar partido do clube assumiu a presidência. Como ápice disto, tivemos Edmundo Santos Silva, o dono do Guaraplus que afundou ainda mais o Clube.

 

Desde então ele não se acha. Com Patrícia Amorim temos uma chance de ouro de recomeçar, mas a sua relutância em tomar decisões firmes e rápidas decorrente de quem trabalhou anos e anos no serviço público acaba atrapalhando sua administração.

 

O que ouvimos nas rádios, jornais e outros meios de informação é um mar de confusão inflada por gente como Renato Maurício Prado, Kléber Leite, Capitão Léo (para mim o pior de todos os casos), Delair Dumbrosck e seu filho, entre outros.

 

A ausência de trégua se deve a ausência de poder. Patrícia Amorim achou que ganharia paz trazendo Zico. Não ganhou, ganhou um desafio. Porque o Flamengo precisa de uma reforma. E quem já fez reforma em sua casa sabe que quanto mais tempo você demora pra mexer, mais irá precisar gastar depois, e é isto que está acontecendo no Clube de Regatas do Flamengo e afetando o time de futebol.

 

Zico luta para desfazer a bagunça instalada na Gávea durante mais de 20 anos, não é fácil, porque como diz Barack Obama, as pessoas sempre pensam o pior. E quem está de fora do poder sempre pensa o pior e quer o pior. Nenhum desses senhores quer o melhor pro Flamengo. Eles querem o melhor para si. Querem as mesmas benesses de sempre.

 

E a torcida do Flamengo na sua maioria composta de ignorantes imediatistas e de uma masssa de manobra de raciocínio frágil embarca nesta onda, apoiada por um escroque como Renato Maurício Prado que sistematicamente bate na diretoria e em Zico. O pior é que esta onda, pode virar uma Tsunami e levar a matar as últimas esperanças que temos com dois ex-atletas no comando do Clube que amam.

 

Essa escumalha imbecil, autoritária, acéfala e odiosa precisa sair do Clube. E se a saída for o rebaixamento que seja. Mas o Flamengo precisa ser limpo e como em qualquer limpeza para sujeira ser retirada é preciso esforço. Retire-se pois esta porcaria. E que a presidente acorde de sua hibernação e bata de volta. Há limites para a bagunça. Da mesma maneira que Adriano, Zico, Dida, Leônidas saíram e o Flamengo não acabou não acabará por causa e um rebaixamento.

Eu estou com Zico para sempre, mas vigilante, para que ele saiba quando fizer besteira.

 

Sou Rubro-Negro, mas não sou idiota e nem cego.

 



Escrito por Marcelo Coli às 19h11
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Ruim da cabeça, doente do pé.

 

Conversando no Twitter com o @famenguices citei uma máxima de pelada que fez meu colega se revoltar comigo e com justa razão, futebol não é pelada, disse meu amigo rubro-negro.

 

Concordo, porém há no futebol a alma da pelada. Afinal, foi assim que ele nasceu um jogo pra você brincar de fazer gol, brincar de driblar com o pé e jogar a bola lá dentro da rede.

 

E por incrível que pareça quando ela não entra você fica nervoso. Quantas vezes já vi isso acontecer numa pelada? Várias, um time melhor ou que está melhor em campo não consegue fazer o gol e se enerva em campo e assim acaba tomando o gol.

 

O Flamengo está nesta fase. Nõa consegue fazer gol e só leva. É bola na trave, no zagueiro, no goleiro, no juiz e não entra. Ansiedade misturada com falta de competência.

 

Nem cito aqui o erro de Silas ontem colocando para jogar um Vinícius Pacheco que prefere se jogar do que ficar em pé e tentar o gol. Vinny como o chamam na Gávea é mais uma cria das divisões de base da Gávea comandada por empresários que Zico está desfazendo e remontando.

 

Não se iluda, querido Rubro-negro, podemos sim cair pra segunda divisão. Mas não será o final do mundo. Será um recomeço. E quem sabe até será bom para nós. O problema é a pressão de Capitão Léo, Kléber Leite e etc para voltarem a mandar e roubar do Flamengo.

 

É hora da Presidenta Patrícia Amorim defender o maior patrimônio da sua administração: Zico.

 



Escrito por Marcelo Coli às 10h46
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A pressa passa, a merda fica.


 

Rogerio Lourenço era conhecido na Gávea como Passarela ao seu lado estava seu companheiro de zaga: Gélson Baresi. Você jovem rubro-negro, não conhece, mas eu me lembro bem do desespero que sentia quando uma bola era alçada na grande área quando eles estavam lá. Claramente estes apelidos são exageros produzidos pela fase eufórica dos dirigentes que estavam na Gávea. Algo muito interessante aconteceu na era pós Zico. Qualquer jogador mediano, era tratado como craque. E Rogerio não foi exceção. Era um zagueiro medíocre, porém com chute forte de canhota. E só.

 

O caso, é que agora, tudo se repete. Parece um castigo, qualquer bola levantada sobre nossa área é um Deus nos acuda. Já na área do adversário, qualquer bola cruzada por nós é garantia de que mais uma vez a rede permanecerá intocada. E porque isto acontece? Simples, porque Rogerio Lourenço foi uma decisão tomada com pressa.

 

Patrícia Amorim demora demais a tomar decisões, já sabemos, mas Rogerio não foi o caso. Foi tomada com pressa, depois de Marcos Braz, Adriano e Vágner Love terem transformado o Mengão na Casa da Mãe Joana drogada, bêbada e prostituída. Patrícia com pressa, fez merda e ela, a merda, ficou.

 

Claramente não há condições do atual treinador dirigir o Mais Querido do Brasil. O ataque do time atual parece aquele menino que vai ao baile e só dança com a irmã.  É ótimo, bacana, mas nem pensar em machucar a moçoila porque óbvio, é sua irmã.  Mas, sinceramente, metade da culpa é de quem está no banco.

 

Não gosto de demonizar ninguém, mas acho que Rogerio precisa fazer mais cursos de técnico. Por enquanto, ele é só um zagueiro mediano. E continua fazendo experiências, ontem fez um treino com 3-5-2 e adiantando o Pet como atacante. Claramente, está perdido. E a merda está começando a feder.

 

 



Escrito por Marcelo Coli às 13h36
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Vascão x Flusão

 

Sim, em aumentativo. Foi um jogaço ontem no Maracanã. Alías, mm Maracanã do passado com 80 mil pessoas. Tudo lembrva os anos 70 o Fluminense com uma máquina armada a custo de muito dinheiro. E do outro lado um time brioso do Gigante da Colina, com reforços importantes, mas baseado em jogadores medianos.

 

É ou não é uma reedição dos anos 70. A única coisa diferente era o horário do jogo 18:30 e os protagonistas de resto a emoção foi a mesma.

 

Fluminense começou como se não houvesse amanhã, como se o título fosse decidido nestes 90 minutos. E o gol apareceu com um zagueiro que cabeceou como centro-avante, lembrando Vica e Ricardo Gomes, Gum voou mais alto que a defesa do Vasco e no rebote tocou pra dentro.

 

O time dos vitrai estava fulminante, Conca por pouco não entra com bola e tudo, foram seguramente 15 minutos sufocantes. Porém Clássico é Clássico, e ontem o Vasco não merecei e nem queria perder.

 

Não gosto de Carlos Alberto, acho que ele pensa que joga muito mais do que joga, mas ontem, ele queimou minha língua. Os gols do Vasco foram obra dele com brilhante finalização de Éder Luís e de Fágner, um bom lateral esquerdo e cantor de sucesso, diga-se de passagem.

 

Porém,  Felipe, que ainda estava em Abu Dabi  resolveu chegar no Maracanã. E como todo mundo que chega do exterior, resolveu distribuir presentes, um deles dentro da área para o ataque do Flu. Complementado pro Zé Roberto que também chegou do exterior e quis realizar a mesma gentileza. Pronto 2x2 com a ajuda da zaga Luso-Brasileira.

 

Mas o final do jogão ainda reservava Deco. Que entrou deu dois dribles, e perdeu o gol mais feito desde que Cabral chegou ao Brasil. Deve ter sido em homenagem a Portugal e  torcida Vascaína. Enfim um jogaço.

 

Só 2 coisas pra terminar. O time do Vasco não tem preparo físico. E o Fluminense começou a ratear. Vamos ver no que dá.

 



Escrito por Marcelo Coli às 12h28
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Salvar e Publicar

E no ataque: Curupira e Boitatá.

Desiluda-se caro rubro-negro. Com esse time somos candidatos ao rebaixamento. É um time fraco, sem esquema e sem técnico. Não sei o que se passa na cabeça de Zico e de Patrícia Amorim, mas sem ataque a coisa não vai. Acho até a defesa e o meio mais bem servidos. Quanto a Rogerio Lourenço, é ótimo técnico para os juniores, não torço contra ele obviamente, mas não tem ainda estrada para dirigir o Fla.

Eu não faço festa com o Flamengo, não encubro a verdade, não elogio para ganhar seguidores no Twitter. Falo o que vejo. E o que vejo é um time sem preparo físico e sem jogadores de ataque que possam ao menos incomodar o outro time. Diego Maurício é apenas folclórico. E isso tem se repetido nas margens da Lagoa, criar folclores em vez de jogadores. Todos são ótimos, são futuros Zicos, Pelés, até entrarem em campo. Aí, acontece o que costuma acontecer sempre: nada.

E só pra terminar, porque Vinícius Pacheco parece que joga Hóquei no gelo? Sim porque só isso pode explicar porque ele cai tanto e tantas vezes sem que nada aconteça. Basta um encontrão e ele desaba como se tivesse sio atingido por uma bala perdida. É um talento perdido no Holiday on Ice ou no tetro brasileiro. Para o futebol, não dá.



Escrito por Marcelo Coli às 10h41
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O Legado.

 

Estou de luto. Eu torço para a Holanda desde que tomei contato com a camisa laranja. Era pequeno e vendo um tape da copa de 74 perguntei a meu pai porque aquele time era laranja. E ele pacientemente me contou toda a história e me apaixonei totalmente.

Foi estudando que descobri uma série de eventos sobre o futebol holândes. O Ajax seu principal time tem no estatuto a seguinte cláusula: o sistema tático adotado deverá sempre ser o 4-3-3.

 

Imagine você, se isso seria capaz de ocorrer aqui no Brasil? Algo romântico assim? Além disso, o técnico da seleção holandesa assina um contrato em que se compromete a jogar para o ataque.

 

Porém, nada disso aconteceu ontem. A Holanda entrou em campo como se fosse o Uruguai dos bons tempos. Como se não tivesse capacidade de também rodar a bola, de envolver a Espanha. E eu acredito que tinha.

 

Mas, o grande legado dessa copa foi a ressurreição do meio-campo. Mesmo sem ataque a Espanha foi campeã. E espero que o mundo enxergue a beleza de se tocar bem a bola e jogar sem volantes.

 

 

E o legado do Brasil que Dunga e Jorginho tanto falam? Foi um só: a prova que além de faltar futebol, faltou educação. Não só nas entrevistas, mas também dentro de campo. Quando digo educação me refiro também a inteligência e sabedoria. Coisa que definitivamente aquele meio campo não tem.

 

E só mais uma coisa, ler a Bíblia todo dia e trabalhar muito não significa que você terá sucesso. Significa que você é o honesto. De resto precisa ter talento. E isso, o time da CBF não tinha. Felipe Melo que o diga.

 

No mais, lágrimas alaranjadas.

 

 



Escrito por Marcelo Coli às 11h56
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A esperança venceu o medo.


Meu medo sempe foi um só: O Flamengo, não mais existir. O Flamengo se apequenar. Como se num passe de mágiaca, Edmundos Santos Silva, Márcios Bragas, Kléber Leites, Marcos Brazes e mais uma infinidade de plurais incompetentes e anti-profissionais um dia terminassem com o clube.

E estávamos caminhando para isso. A sorte é que de tanta deslusão, finalmente uma atleta se elegeu presidente. Alguém que se sacrificou por anos ao Clube, à entidade e que sabe como ninguém o que é vestir aquela camisa ou maiô.
E ser atleta, não ser Adriano, Vágner Love, Felipe, Vampeta, Ramon, Michael, Bruno, Obina é ser Zico. É ser consciente que seu trabalho não combina com bebida, com bater em mulher, que você ganha muito para se dedicar porque sua camisa, representa milhões que dão seu dinheiro suado para você.
Ser atleta é o que Patrícia Amorim foi. E é ser o que Zico foi. Profissional, parceiro, apaixonado pelo clube e um leão treinando.

Zico voltou. E com ele, voltou a esperança rubro-negra. Não se iludam se ele fizer o que precias ser feito, talvez passemos um bom tempo sem títulos, mas o Clube de Regatas Flamengo precisa mudar.
E hoje dia 30 de maio de 2010, com 10 anos de atraso, entramos no século XXI.
Nação rubro-negra, seja bem vinda ao novo século. O imperador se foi, mas o nosso rei voltou.

 



Escrito por Marcelo Coli às 00h05
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